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Post 2 em 1 [doce e bolo de chuchu]







































O chuchu deve ser o legume* que me diz menos.
É desengraçado, às vezes vem com picos chatos, não tem grande sabor, não me lembro de ouvir falar dele quando era pequena e, ainda por cima (eu sou muito sensível ao nome das coisas), tem um nome feio. Chuchu? A sério? Também há quem lhe chame... pimpinela. Não melhorou, pois não? Aliás, nunca percebi porque é que os brasileiros usam a expressão "meu chuchuzinho", detestaria ser comparada a um chuchu, mesmo que de forma carinhosa.

Tudo isto a propósito das receitas deste post, em que o chuchu é a estrela principal. Todas as semanas recebo um cabaz da Prove, que traz legumes e fruta de agricultores aqui da zona (no Norte, bastantes mais legumes do que fruta). E o chuchu tem chegado em grande quantidade. Uso-o na sopa, e às vezes ralado em saladas. Não tenho um grande congelador, por isso conservá-lo desta forma não é opção.

Já tinha tropeçado em algumas receitas de doce de chuchu, mas só agora decidi experimentar, depois de me terem dito que era muito parecido com o doce de chila. E não é que é mesmo?
E para mim, doce de chila não é para comer no pão ou em tostas, é para usar em bolos e sobremesas. E foi isso que fiz: usei parte do doce num bolo de avelãs, sem farinha e sem manteiga. Ficou um bolo húmido, uma espécie de 'toucinho de céu' mais leve, muito bom para acompanhar uma chávena de chá feito com a ajuda da minha (linda) chaleira Le Creuset.

A receita do doce de chuchu, encontrei-a no bonito Sweet Gula, que por sua vez tinha seguido a receita do não menos bonito No Soup For You. Viva a partilha das coisas boas!

*O chuchu é considerado um fruto, mas muitas vezes, para simplificar e nos entendermos, é mais fácil designar como legume todo o fruto que não é doce (tomate, pimento, beringela, chuchu, etc.)...















DOCE DE CHUCHU
(receita encontrada aqui)

700 g de chuchu ralado em fios (é o que vai fazer com que fique parecido com o doce de chila)
350 g de açúcar (a receita original pede um pouco menos de açúcar e usa açúcar amarelo, eu usei do branco)
1 casca de limão
1 pau de canela

Eu usei a Bimby: junte no copo todos os ingredientes e programe 30 min/100º/Veloc. colher inversa.
Quando terminar, programe mais 30 min/Temp.Varoma/Veloc. colher inversa.
Descarte a casca de limão e o pau de canela e guarde em frascos esterilizados. Deixe arrefecer e conserve no frigorífico.

Método tradicional:
Leve ao lume num tacho o chuchu ralado, juntamente com os outros ingredientes. Vá mexendo, sempre em lume brando, durante cerca de 1 hora, até estar no ponto. Descarte o pau de canela e a casca de limão, coloque em frascos esterilizados, deixe arrefecer e conserve no frigorífico.


BOLO DE CHUCHU E AVELÃ

5 ovos (usei caseiros, que conferem ao bolo uma textura mais húmida e compacta, para além das outras vantagens)
120 g de açúcar
250 g de doce de chuchu
200 g de miolo de avelã torrado e moído
Açúcar em pó para decorar

Pré-aqueça o forno nos 170º função ventoinha e forre o fundo de uma forma redonda de 20 cm de diâmetro com papel vegetal. Unte bem com manteiga e polvilhe com farinha ou use spray desmoldante.
Bata bem os ovos com o açúcar. Junte a avelã moída (eu usei avelã torrada que moí na Bimby) e por fim junte o doce de chuchu, tendo o cuidado de o desfazer e espalhar bem pela massa. Verta na forma e leve a cozer durante cerca de 45 minutos (eu cozi a 170º com a opção 'ventoinha' ligada; se não tiver esta opção, aumente a temperatura para 180º ou 190º, mas talvez tenha de cozer durante mais alguns minutos. Quando pronto o palito deve sair praticamente seco - podem vir algumas migalhas agarradas, porque é um bolo húmido - e deve ter um dourado acastanhado bonito. Deixe arrefecer (o bolo fica mais saboroso no dia seguinte) e polvilhe com açúcar em pó.


Uma espécie de Dobos Torte [ou o meu bolo de aniversário]






Eu sei, eu sei que este blog parece esquizofrénico: no post anterior partilho uma receita saudável, acompanhada de um queixume sobre os excessos da quadra natalícia, e logo de seguida, na mesma semana, aparece um bolo que é um pecado.
Mas dizer que fiz anos ontem serve de atenuante, não serve?

Nem sempre me apetece fazer o meu próprio bolo de aniversário, mas este ano a vontade de experimentar uma receita nova empurrou-me logo de véspera para a cozinha.
Aviso que este bolo tem bolinha vermelha no canto superior direito: a quantidade de manteiga [e açúcar] pode chocar os mais sensíveis.

Queria ter seguido mais de perto a versão do Martha Stewart's Baking Handbook, mas ontem, quando ia preparar o recheio/cobertura não encontrei o livro [que tinha usado na véspera para fazer a massa, por isso podem imaginar o caos que se vive nas minhas prateleiras da cozinha].
Ainda recorri à internet, mas não encontrei a receita exacta, pesquisei mais algumas receitas e fiz um mix, que acabou por correr muito bem - a meio do processo achei mesmo que ia ter de recheá-lo e cobri-lo com uma simples ganache de chocolate, mas a internet, esse oráculo dos tempos modernos, salvou-me do desgosto de não conseguir (ver receita).

Não é um bolo difícil, mas é preciso algum tempo para o preparar [o que acaba por ser uma vantagem, porque assim não caimos na tentação de o fazer muitas vezes].
Mas vale bem a pena todo o esforço: ontem levei-o para casa dos meus pais, onde fiz um jantar de aniversário em família, com os meus irmãos e sobrinhos, e garanto-vos que foi um sucesso.

[as fotografias do bolo inteiro e aberto estão muito diferentes: as do bolo inteiro foram tiradas ontem ao final da tarde e as do bolo aberto hoje de manhã, a prova de que a luz faz mesmo toda a diferença.]

Bom fim-de-semana!















DOBOS TORTE - SIMPLIFICADO
A partir da receita do Martha Stewart's Baking Handbook

Para o bolo:

350 g de manteiga à temperatura ambiente
3 chávenas de farinha sem fermento
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
2 chávenas + 1/4 de chávena de açúcar
8 claras de ovos grandes
3 gemas de ovos grandes
1 chávena de leite meio-gordo

Chávena = 250 ml de capacidade

Pré-aquecer o forno nos 180º. Untar e polvilhar com farinha ou usar spray desmoldante duas formas de 22 cm de diâmetro (a receita original pede 3 formas de 20 cm), forrar o fundo das formas com papel vegetal e voltar a untar/polvilhar com farinha.
Na batedeira eléctrica (o ideal é ser uma batedeira com apoio, tipo Kitchenaid, bater a manteiga com 2 chávenas de açúcar até estar bem misturado e esbranquiçado, uns 3 ou 4 minutos. Juntar as gemas uma a uma, continuando a bater. Junte o fermento e o sal à farinha. Numa velocidade baixa, juntar a farinha e o leite em três vezes e de forma alternada, começando e acabando com farinha (a receita original diz para peneirar a farinha e o fermento, eu não o fiz). Noutra taça, bater as claras com a batedeira eléctrica e quando ficarem espumosas, junte 1/4 de chávena de açúcar. Continue a bater até ficarem bem firmes. Envolva as claras no outro preparado, em duas ou três vezes e com uma espátula de borracha. Divida pelas formas untadas e leve ao forno entre 30 a 40 minutos. Aos 30, espete um palito no centro e vá controlando: o palito deve sair limpo.
Desenforme e deixe arrefecer totalmente (eu fiz os bolos à noite, na véspera).


Para o recheio e cobertura:
[Merengue suiço amanteigado de chocolate - Chocolate swiss meringue buttercream]

1 dose de merengue suiço*
200 g de chocolate de culinária de boa qualidade
450 g de manteiga à temperatura ambiente

*Merengue suiço
4 claras L
180 g de açúcar


Leve ao lume em banho-maria numa taça metálica ou de vidro (o ideal é ser a taça da batedeira) as claras misturadas com o açúcar (a água não deve tocar na taça). Mexer continuamente, até o açúcar estar dissolvido e a mistura estiver quente ao toque (cerca de 4 minutos).
Retirar do lume e bater com a batedeira eléctrica, inicialmente a baixa velocidade e depois numa velocidade média-alta, no total cerca de 7 minutos, até ficar com uma consistência extra-firme e um aspecto macio e brilhante. Reservar.
Derreter o chocolate em banho-maria e reservar.
Com a batedeira numa velocidade média-baixa (e com a pá, em vez da pinha), juntar ao merengue a manteiga aos poucos - colher de sopa a colher de sopa. Contunue a bater até ficar um creme macio e uniforme. Se parecer que a mistura talhou e está aos grumos, bater mais um pouco numa velocidade maior. Se vir que não está a melhorar, não desespere e siga a dica do Cake Central: retire uma chávena do creme talhado e leve ao micro-ondas na potência máxima entre 5 a 10 segundos - deve ficar mais líquido, meio derretido, mas não quente. Junte à batedeira novamente e bata de novo a uma velocidade média-alta: verá que vai começar a ficar parecido com um creme de manteiga (comigo resultou!).
Quando estiver macio e uniforme, junte aos poucos o chocolate derretido, diminuindo a velocidade. Assim que o creme ficar com o chocolate completamente envolvido, está pronto para ser usado no bolo.

Rechear e cobrir o bolo:

Parta cada bolo em três (usei daquelas faca compridas de serrilha de pastelaria; enquanto cortava atendia telefonemas de parabéns, daí as camadas não terem ficado muito certinhas!).
Coloque a base de um dos bolos no prato de servir e barre com o creme, coloque outra parte de bolo e barre também com o creme e assim sucessivamente. Termine barrando todo o bolo com a ajuda de um espátula - usei uma destas.

Notas:
- No livro o bolo tem nove camadas, pois foram partidos três bolos em três partes; o recheio também é um pouco diferente - ao creme do recheio, que é ligeiramente diferente do meu, foram adicionadas natas batidas; 
- Para ser um verdadeiro 'Dobos Torte', bolo de origem húngara, deveria levar ainda uma cobertura ou decorações de caramelo;
- Como é inverno e está frio, não senti necessidade de manter o bolo no frigorífico, mas no tempo mais quente é aconselhável.
- Apesar de nas fotos, a massa do bolo poder indiciar um bolo seco, não é: é húmido e delicioso!



Para petiscar sem culpas.


















Se forem como eu, não conseguem estar muito tempo sem mordiscar qualquer coisa.
E se forem como eu, nem sempre o que mordiscam é a opção mais saudável.
Mas há esperança à vista: com receitas como esta - fáceis e rápidas de fazer - petiscar entre as refeições pode deixar de pesar tanto, seja na consciência, seja na balança.

A receita de 'bolachas de sementes' ficou marcada logo da primeira vez que folheei o livro 'Delicioso Piquenique', da querida Isabel Zibaia Rafael,  já lá vão uns meses. Mas só agora me decidi a fazê-las, talvez movida por aquele objectivo recorrente que o início do ano nos traz, o de melhorarmos os nossos hábitos alimentares.

Fiz umas pequenas alterações - a principal foi substituir a erva-doce pelo rosmaninho - e depois de provadas foram directa e imediatamente para o separador das receitas favoritas, ainda que com um nome um bocadinho diferente, devido à sua textura extra-estaladiça (ao contrário da receita original não usei fermento, porque queria mesmo que ficassem o mais crispy possível).

Obrigada Isabel, pela inspiração!
















CRACKERS DE SEMENTES E ROSMANINHO
(adaptado daqui)

150 g de farinha de trigo T55
65 g de farinha de espelta branca
1 pitada generosa de sal
60 g de mistura de sementes (linhaça, abóbora, chia, etc.)
10 g de sementes de Nigella (compradas na Tiger, óptima dica do Clavel's Cook)
1 colher de sopa de rosmaninho seco
3 colheres de sopa de azeite suave
100 ml de água

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Numa taça grande, colocar todos os secos e depois juntar a água e o azeite. Misturar bem e amassar até se conseguir moldar uma bola. Estender a massa com um rolo de cozinha numa superfície enfarinhada, o mais fino que conseguir (é normal que algumas sementes se desprendam, não faz mal).
Com um cortador faça as bolachas, coloque-as num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal e leve ao forno cerca de 20 minutos ou até estarem bem sequinhas e a ficar douradas no rebordo.


Olá 2015!





Olá 2015!

Depois de muitos dias em que parece que grudámos às cadeiras em volta da mesa e não fizemos mais nada para além de comer e brindar, comer e rir, comer e conversar (acho que nunca tinha tido tantos jantares e almoços seguidos em casa nesta quadra como este ano), há que pôr um pouco de ordem e ascetismo na cozinha.


Começo por isso o ano aqui no estaminé com uma sopa bem cremosa, mas muito simples.

Considerem os croûtons envoltos em parmesão e salsa como um resquício das festas, mas são perfeitamente opcionais, caso queiram começar os dias de detox de forma mais radical.

E por aí, muitas resoluções de ano novo? Por aqui nem por isso, se houve algo que 2014 me ensinou é que o mais sensato é viver um dia de cada vez, sem grandes planos ou expectativas demasiado elevadas. Claro que há esperança em coisas boas e projectos que queremos ver ganhar forma, mas... baby steps, baby steps!


Um maravilhoso 2015 para todos.






CREME DE CENOURA E LARANJA
Para 4

3 cenouras médias
1 laranja - raspa e sumo
1 cebola média
1 dente de alho
1/2 curgete
1/2 talo de alho francês
Azeite qb
Croûtons, queijo parmesão ralado e salsa qb (opcional)

Leva ao lume um tacho com um fundo de azeite, a cebola partida em rodelas finas e o dente de alho laminado. Deixe cozinhar até a cebola ficar translúcida e junte o alho-francês e a cenoura partidos às rodelas finas. Deixe amaciar e junte a curgete descascada e partida em pedaços. Junte a raspa da laranja e quase todo o sumo (reserve algum para juntar no final se achar necessário).

Deixe fervilhar um pouco, junte água até cobrir bem os legumes, tempere de sal e pimenta e deixe cozinhar cerca de 30 minutos ou até os legumes estarem bem macios. Num processador de cozinha ou com a varinha mágica, rale tudo muito bem e acrescente um pouco de água a ferver, caso ache demasiado espesso. Prove e rectifique os temperos, juntando o resto de sumo de laranja, se achar necessário. Sirva com croûtons envolvidos em parmesão ralado e salsa picada. Opcional, mas recomendável ;)

Este Natal, vamos pôr tudo em pratos limpos ;)





































As coisas têm andado paradas por aqui e queria desde já pedir desculpas.
Só agora dei conta de que tinha imensos comentários por ler e publicar, os quais agradeço do fundo do coração. Aproveito para dizer que fico mesmo feliz quando me contam que experimentaram as receitas e que correram bem! Obrigada!

Estamos em cima do Natal e não queria deixar de vir cá desejar umas Boas Festas e um Feliz Ano Novo. Mas este post deve-se também ao facto de eu andar ansiosa por mostrar aqui no blog este prato lindo! Tinha pensado em criar uma receita inspirada nesta peça amorosa, que me foi oferecida pela Vive la Fête, mas a falta de tempo traiu-me a vontade. Então, resolvi usá-la para vos mostrar uns miminhos rápidos, que faço muitas vezes quando me sobra doce de ovos. É tão simples, que nem vai ter direito a esquema de receita.
É só comprar caixinhas de chocolate (à venda nas lojas de artigos para bolos e até em alguns hipermercados), encher com doce de ovos, colocar numa forminha de papel bonita e polvilhar com cacau! O que me dizem? Acho que iam ficar bem na vossa mesa de Natal!

Não se esqueçam de espreitar a loja Vive la Fête, para verem as coisas bonitas que andam por lá!


Merry X-mas everyone!


Caracol, caracol, onde está o sol?






















Há muito que queria fazer cinnamon rolls, também conhecidos por cinnamon buns ou cinnamon swirls.
Mas vocês sabem que entre mim e o tempo de repouso e de levedura das massas existe, digamos que, uma certa incompatibilidade.

[Quero mudar isso. Quero ganhar vontade e criar as oportunidades para fazer as massas - de pão, de brioche, etc - como manda a lei, com direito a todas as horas de que precisam para crescer e ficarem maravilhosas. Se não conseguir inverter isto antes, fica como desejo para 2015, que o fim do ano está aí não tarda nada.]

Como me apetecia muito fazê-los mas não tinha tempo para a receita tradicional, procurei uma versão simplificada e encontrei esta. Confesso que comi a foto com os olhos e acreditei que iriam ficar muito parecidos com os tradicionais (que eu nunca fiz, mas tenho ideia de serem muito parecidos com os que vendem no IKEA).

Pois, mas se há receitas que pedem para a massa repousar umas três horas, deve ser por alguma coisa. Não que estes não tenham ficado bons, pelo contrário, ficaram óptimos. Só que a massa não tem nada a ver com o que eu estava à espera. Ficou mais parecido com uma massa quebrada, com o crocante da massa a contrastar com o recheio húmido de manteiga, açúcar mascavado e canela, o que acabou por ser um delicioso bónus, para quem estava triste por não ter conseguido aquela massa mais fofa, tipo croissant.

Combinaram muito bem com o café (tomado sem açúcar, que os caracóis são bem doces), mas imagino que também fiquem muito bem com um chá.

Se por estes dias frios e cinzentos apetecer um miminho mas o tempo para a cozinha não for muito, sigam estes caracóis de passo bem rápido. Até porque podem variar o recheio: chocolate ou Nutella não iam ficar nada mal ;)














CARACÓIS DE CANELA RÁPIDOS
(ligeiramente adaptado daqui)

Para a massa:
2 chávenas* de farinha sem fermento T55
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa cheia de fermento em pó
1 pitada de sal fino
1/4 de chávena de manteiga ou margarina (usei Vaqueiro)
3/4 de chávena de leite (usei magro)

Para o recheio:
1/3 de chávena de manteiga ou margarina (usei um pouco menos e Vaqueiro)
1 chávena mal cheia de açúcar mascavado
1 colher de sopa de canela em pó (ou a gosto)

*chávena = 250 ml de capacidade

Ligue o forno nos 180º. Forre uma ou duas formas rectangulares ou quadradas (eu usei uma grande e uma mais pequena) com papel vegetal, unte com manteiga e polvilhe com farinha (ou use spray desmoldante). Numa taça grande, junte os ingredientes secos, misture bem com um garfo e junte a Vaqueiro em pedaços. Misture com as mãos até ficar em migalhas grossas e junte o leite aos poucos. Amasse e junte mais leite ou mais farinha até ter uma massa que se descola e se amassa sem dificuldade. Transfira para uma superfície de trabalho enfarinhada e amasse durante um ou dois minutos. Estenda com o rolo dando-lhe um formato rectangular. Barre a massa com Vaqueiro (usei as mãos) e espalhe por cima o açúcar misturado previamente com a canela em pó. Enrole (se enrolar pela parte mais comprida, vai obter mais caracóis, se enrolar pela parte mais curta, vai obter menos caracóis mas com mais camadas, mais largos). Com uma faca, parta em fatias com cerca de 2 cm de altura. Coloque os caracóis nas formas, bem separados entre si porque vão crescer bastante para os lados. Leve ao forno entre 15 a 20 minutos.



Coisas que não me importava de ter na minha cozinha #7



Esta rubrica tem andado um pouco ausente, mas não esquecida!
E como o Natal se aproxima a passos largos, hoje trago uma wishlist dedicada às mesas e aos ambientes festivos que associamos a esta época do ano.
Mais do que ter estas coisas na minha cozinha, gostava de as ter na sala e na minha mesa de jantar, quando em dezembro receber a família e os amigos. Depois de mais de uma década a reutilizar os mesmos elementos e sempre em tons de vermelho, este ano quero fazer algo diferente e já decidi que a árvore vai ter enfeites dourados.

Gosto mesmo de tudo o que está na imagem, mas tenho dois preferidos: a jarra e os christmas crackers. Esta tradição anglo-saxónica torna os encontros natalícios ainda mais animados e se forem especialmente bonitos dão à mesa um toque de festa especial, podendo inclusivamente servir de marcador de lugar.
Quem sabe este ano não me encho de coragem e faço os meus próprios x-mas crackers, com a ajuda da tia Martha?

Boa semana!